Sessão

Após sessão de oito horas, maioria decide pela permanência de Lourdes da Silva no cargo de vereadora

Hugo Crippa

Hugo Crippa
Hugo Crippa

Após mais de oito horas de debates e manifestações em Plenário, a Câmara Municipal de Coxim rejeitou, por 7 votos a 5, o relatório da Comissão Processante que pedia a cassação da vereadora Lourdes da Silva (Podemos). A votação ocorreu nesta quinta-feira (26), em sessão extraordinária, e com o resultado a parlamentar permanece no exercício do mandato.

A sessão teve início às 9h e se estendeu até o fim da tarde. Durante os trabalhos, foram apresentados o relatório final da Comissão Processante, as oitivas colhidas na fase de instrução e a manifestação da defesa. Todos os vereadores fizeram uso da tribuna para fundamentar seus posicionamentos antes da votação nominal.

O parecer submetido ao Plenário opinava pela perda do mandato sob o entendimento de que houve acumulação considerada irregular entre o cargo de assistente social no Hospital Regional de Coxim - unidade administrada pela Fundação Estatal de Saúde do Pantanal (FESP) - e o exercício do mandato parlamentar. A fundamentação teve como base os artigos 36 e 37 da Lei Orgânica do Município, que tratam das vedações aplicáveis aos agentes políticos.

Votaram contra o relatório e, portanto, pela manutenção da vereadora no cargo: Ademir Peteca (Republicanos), Adriana Nabhan (MDB), Batista Pescador (PT), Jefferson Aislan (Republicanos), Lúcia da AAVC (PP), Mauricio Helpis (PSDB) e Simone Gomes (Republicanos).

Acompanharam o parecer da Comissão Processante e votaram favoravelmente à perda do mandato os vereadores: Abilio Vaneli (PT), Johnny Guerra Gai (PP), Luiz Eduardo (PP), Marcinho Souza (União) e Wiliam Meira (PSDB).

Com o placar de sete votos contrários e cinco favoráveis ao relatório, o parecer foi oficialmente rejeitado pelo Plenário, encerrando a tramitação da Comissão Processante no âmbito do Legislativo municipal.

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